sexta-feira, 6 de março de 2009

Tarja Turunen
Boy and the Ghost

The streets are empty.Inside it's warms.His hands are shaking.They locked the door.A voice is calling.Asking to get in.All he wanted was a toy.All he needed was a gently heartTo lead him through the darkWhen his dreams are running wildBoy and the ghostFire's not burningThe lights went outThe lights went outBig family dinnerThe untold painTheir eyes are sparkling on his frozen face.Angel's calling asking to get inAll he wanted was a toy.All he needed was a gently heartTo lead him through the darkWhen there's nowhere left to fall.Boy and the ghostHis eyes are burningThe lights went outThe dream is on.Wake up, wake up:There's an angel in the snow.Look up, look up:It's a frightened dead boyWith so much hate, such bad dreams.He could have seenThe toy's the key, but no one saw, no one sawAll he wanted was a toy.All he needed was a bleeding heartTo lead him through the darkBoy and the ghostDespero, solitas, debilis, desolo.Despero, solitas, debilis, desolo.When there's nowhere left to fall.Nowhere to hideThe silence is hurtingInside it's cold. sleep or die.Nowhere to go, nowhere to hide.His light went out.

Mente, Cérebro e a Prática Psicológica
J. Landeira-Fernandez e Antônio Pedro de Mello Cruz
landeira@rdc.puc-rio.br
Há muito tempo que a neurociência sabe que não existe atividade psicológica independente de atividade neural. Uma das principais conseqüências destes achados para o psicólogo em geral e o psicólogo clínico em particular é a de que toda prática psicológica é, na verdade, uma prática que altera o funcionamento dessa atividade neural.
Esta posição não implica em uma mudança na prática psicoterápica, conforme vem sendo tradicionalmente utilizada. O que muda é a forma de encarar o problema, levando-se em conta fatores biológicos como variáveis importantes na atividade mental. Esta posição também não reduz a atividade psicológica a mecanismos puramente biológicos. A própria natureza da área de estudo da psicologia impede tal reducionismo. Tal posição, portanto, não está em desacordo com teorias que sustentam que a personalidade humana seja fruto das suas relações sociais. Isto, na verdade, é a própria essência da psicologia. O erro, no entanto, está em ignorar o fato de que relações sociais direcionam a formação da personalidade graças ao seu impacto no desenvolvimento, organização e funcionamento neural do indivíduo. Esta posição dá vida nova ao profissional da área da saúde mental e ajusta a sua prática às descobertas e tendências atuais de se encarar a atividade mental humana, ampliando seus horizontes, já saturados, com posições filosóficas que conferem características à mente humana e que atualmente resultam numa limitação da prática e atuação do psicólogo clínico.
O cérebro começa hoje a ser descoberto e entendido de forma mais sistemática graças aos avanços técnicos e à natureza interdisciplinar da neurociência. Dentre estas descobertas está a enorme importância do meio ambiente e das relações sociais no desenvolvimento, organização e funcionamento do sistema nervoso. A prática psicológica, ou qualquer outra relação social que tenha um impacto na atividade mental do sujeito, tem a capacidade de promover alterações na atividade neural desse indivíduo. Essas alterações estão associadas a mudanças na comunicação neural, promovendo uma espécie de reeducação sináptica. Desta forma, a classe dos psicólogos como um todo, e a dos clínicos em especial, deveria levar conta todo esse avanço que a neurociência vem promovendo neste início de século.
Calcado nessa interpretação, é importante que o psicólogo tenha também uma boa formação na área biológica, principalmente em relação ao sistema nervoso, visto que nele reside não somente a origem da atividade mental, mas também o objeto da sua prática. O fato do psicólogo clinico de hoje não ter sido preparado adequadamente para lidar com questões relacionadas com a atividade neural não pode servir com justificativa (consciente ou inconsciente) de que uma preparação mais arrojada nessa área não seja importante para sua formação profissional. O psicólogo deve despertar para a necessidade de incorporar à sua área de ensino o conhecimento que vem sendo desenvolvido pela neurociência e em especial, pela psicofarmacologia. É óbvio que tanto melhor será sua preparação acadêmica quanto maior for sua possibilidade de aplicação esse conhecimento.
Dessa forma, é necessário que o psicólogo clinico, além de melhorar sua formação acadêmica dentro do campo biológico, tenha também o direito de empregar de forma adequada desse conhecimento, podendo ter, inclusive, o direito de prescrever drogas psicotrópicas. Mas antes da conquista desse direito, a nossa classe deve se convencer da importância das variáveis biológicas na determinação da atividade mental do sujeito. Hoje não existe essa possibilidade graças ao curriculum que enfatiza o treinamento acadêmico para a pesquisa (que nem sempre é devidamente aproveitado) e um treinamento, talvez um pouco exagerado, na área da filosofia.
Interessante é que o treino na própria clinica durante o curso de psicologia é restrito. Isto, na verdade, nos faz levar a uma outra discussão que transcende o objetivo desta minha apresentação: a psicologia é uma ciência básica, tal como a física, química ou biologia, ou uma ciência aplicada tal como a veterinária, medicina engenharia ou odontologia? Se realmente a psicologia pretende ser uma ciência aplicada, deverá, sem dúvida, ajustar seu curriculum à essa necessidade. Nesse sentido, já existem hoje movimento nos Estados Unidos demonstrando o desejo de muitos psicólogos de alterar o curriculum de psicologia, incorporando disciplina que dêem a este profissional a formação necessária para prescrever drogas psicotrópicas. Por exemplo, a Associação Americana de Psicologia vem decidindo paulatinamente dar continuidade ao desenvolvimento de modelos curriculares e legislativos capazes de justificar a obtenção do direito do psicólogo prescrever drogas psicotrópicas.
Lembrem-se, aqueles que são contra essa idéia, que o direito de prescrever drogas psicotrópicas é também o direito de não prescrevê-las. Dessa forma, não é meu objetivo fazer uma apologia sobre o uso ou não de drogas psicotrópicas no tratamento de disfunções mentais ou que o psicólogo clinico deva se transformar numa espécie de psiquiatra que conseguiu "escapar" da faculdade de medicina. Pretende-se, na verdade, mostrar ao psicólogo que sua prática, por mais imaterial que possa parecer, produz efeitos físicos através da alteração do funcionamento do tecido neural. A aquisição de conhecimento neurobiológico é fundamental para que o psicólogo possa realmente compreender como ocorre essa interação entre cérebro e meio ambiente, possibilitando o desenvolvimento de novas técnicas psicoterapeuticas. O direito de utilizar diretamente esse conhecimento relacionado com o desenvolvimento, organização e funcionamento do sistema nervoso, através da prescrição de drogas psicotrópicas, será apenas conseqüência do fortalecimento da sua preparação acadêmica ao longo do curso de psicologia.
É bem verdade que existem sistemas que determinam uma formação mais aprofundada do psicólogo clinico. Por exemplo, o sistema americano, diferentemente do brasileiro, somente habilita o psicólogo clinico exercer suas funções após o término do doutorado, quando ele é submetido a uma série de exames impostos pela sociedade psicológica regional a fim de verificar sua competência para exercer a função clinica. Dessa forma, o sistema americano permite uma melhor preparação e seleção do profissional, o que, por conseqüência, permite ampliar o seu curriculum acadêmico. O objetivo desta apresentação não é de tentar responder se esse sistema deveria ou não ser adotado no Brasil. Meu objetivo é o de mostrar ao psicólogo clínico que sua prática tem conseqüência direta no tecido neural possivelmente através dos mesmos mecanismos que drogas psicotrópicas atuam na atividade psicológica. Assim, deve ser objetivo de um curso de psicologia oferecer uma boa formação em disciplinas relacionadas com a neurobiologia.
É óbvia que a decisão de enriquecer o curriculum de psicologia com disciplinas de cunho biológico é uma decisão extremamente complexa e envolve outros interesses que não os puramente profissionais. No entanto, não será a primeira vez que a psicologia irá lutar por direitos que justifiquem a sua existência como ciência independente. Somente aqueles com consciência e dedicação profissional, cujo objetivo está voltado não para os seus interesses e crenças pessoais, mas sim para o progresso e desenvolvimento da sua classe, é que saberão, hoje, tomar decisões equilibradas a fim de que os horizontes do pensamento e da prática psicológica possam ser ampliados em um futuro próximo.

quinta-feira, 5 de março de 2009

em breve mais um tópico...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009


Ah quer saber! decidi num falar com mais ninguém!

to de saco cheio dessa palhaçada jah...

jah que tah todo mundo separado... quer dizer, todos junto menos eu... Vou ficar no meu canto queta... é o melhor que eu faço ¬¬'

to nem ai jah mais... encheu.. vou ficar melhor sozinha! Sem distrações!
Não liguem pra foto... eu tava sem imagem aqui... mais é bonitinha...

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

As novas regras ortográficas estão valendo desde o dia 1º de janeiro de 2009. De acordo com o decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, até 2012 valem as duas formas de escrever: a antiga e a nova. No Ano Novo começa o chamado “período de transição”. Portugal, que também aprovou o acordo ortográfico, adotará as novas regras até 2014.

O guia acima traz as mudanças que já estão definidas. Ainda há exceções - por exemplo, no uso do hífen - que deverão ser discutidas entre as Academias de Letras dos países que falam a língua portuguesa. Espera-se que a Academia Brasileira de Letras organize um vocabulário até fevereiro de 2009. Vale lembrar que o que muda é a grafia. Ou seja, nada de pronunciar “lin-gui-ça”. A fala continua a mesma, mesmo sem os dois pontinhos em cima do “u”.

Trema – desaparece em todas as palavras
Antes
Depois
Freqüente, lingüiça, agüentar
Frequente, linguiça, aguentar
* Fica o acento em nomes como Müller

Acentuação 1 – some o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (as que têm a penúltima sílaba mais forte)
Antes
Depois
Européia, idéia, heróico, apóio, bóia, asteróide, Coréia, estréia, jóia, platéia, paranóia, jibóia, assembléia
Europeia, ideia, heroico, apoio, boia, asteroide, Coreia, estreia, joia, plateia, paranoia, jiboia, assembleia
* Herói, papéis, troféu mantêm o acento (porque têm a última sílaba mais forte)

Acentuação 2 – some o acento no i e no u fortes depois de ditongos (junção de duas vogais), em palavras paroxítonas
Antes
Depois
Baiúca, bocaiúva, feiúra
Baiuca, bocaiuva, feiura
* Se o i e o u estiverem na última sílaba, o acento continua como em: tuiuiú ou Piauí

Acentuação 3 – some o acento circunflexo das palavras terminadas em êem e ôo (ou ôos)
Antes
Depois
Crêem, dêem, lêem, vêem, prevêem, vôo, enjôos
Creem, deem, leem, veem, preveem, voo, enjoos

Acentuação 4 – some o acento diferencial
Antes
Depois
Pára, péla, pêlo, pólo, pêra, côa
Para, pela, pelo, polo, pera, coa
* Não some o acento diferencial em pôr (verbo) / por (preposição) e pôde (pretérito) / pode (presente). Fôrma, para diferenciar de forma, pode receber acento circunflexo

Acentuação 5 – some o acento agudo no u forte nos grupos gue, gui, que, qui, de verbos como averiguar, apaziguar, arguir, redarguir, enxaguar
Antes
Depois
Averigúe, apazigúe, ele argúi, enxagúe você
Averigue, apazigue, ele argui, enxague você
Observação: as demais regras de acentuação permanecem as mesmas

Hífen – veja como ficam as principais regras do hífen com prefixos:
Prefixos
Usa hífen
Não usa hífen
Agro, ante, anti, arqui, auto, contra, extra, infra, intra, macro, mega, micro, maxi, mini, semi, sobre, supra, tele, ultra...
Quando a palavra seguinte começa com h ou com vogal igual à última do prefixo: auto-hipnose, auto-observação, anti-herói, anti-imperalista, micro-ondas, mini-hotel
Em todos os demais casos: autorretrato, autossustentável, autoanálise, autocontrole, antirracista, antissocial, antivírus, minidicionário, minissaia, minirreforma, ultrassom
Hiper, inter, super
Quando a palavra seguinte começa com h ou com r: super-homem, inter-regional
Em todos os demais casos: hiperinflação, supersônico
Sub
Quando a palavra seguinte começa com b, h ou r: sub-base, sub-reino, sub-humano
Em todos os demais casos: subsecretário, subeditor
Vice
Sempre:
vice-rei, vice-presidente

Pan, circum
Quando a palavra seguinte começa com h, m, n ou vogais: pan-americano, circum-hospitalar
Em todos os demais casos: pansexual, circuncisão